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Escritório virtual: o que é e para quem serve

Escritório virtual: o que é e para quem serve
Foto de Matt Reames no Unsplash

Escritório virtual é a venda de um endereço comercial com serviços associados, sem o espaço físico de uso contínuo. Você tem onde receber correspondência, onde registrar a empresa e onde marcar uma reunião quando precisar, mas não tem uma mesa esperando por você todos os dias.

É o produto de entrada mais barato do mercado de escritórios compartilhados, e o mais mal explicado.

O que costuma estar incluído

O pacote básico, praticamente universal:

  • Endereço comercial para uso em site, cartão, redes e comunicação.
  • Recebimento de correspondência e encomenda.
  • Aviso quando algo chega.

O pacote intermediário acrescenta:

  • Endereço fiscal, ou seja, o uso do endereço no CNPJ e nos documentos oficiais.
  • Retirada em horário estendido, ou reencaminhamento postal.
  • Algumas horas de sala de reunião por mês.

O pacote completo costuma somar:

  • Atendimento telefônico com o nome da sua empresa.
  • Número de telefone próprio.
  • Digitalização de correspondência.
  • Uso de estação de trabalho por alguns dias no mês.

Nem todo espaço oferece endereço fiscal, e é justamente esse o item mais procurado. Pergunte antes de fechar, porque é ele que muda o preço.

Quanto custa

Faixas mensais praticadas no Brasil:

Pacote Faixa comum
Só endereço e correspondência R$ 70 a R$ 180
Com endereço fiscal R$ 130 a R$ 350
Com telefone e horas de sala R$ 250 a R$ 600

O preço varia principalmente por endereço. Uma avenida conhecida custa mais que um bairro comercial comum, e essa diferença é o produto: você está comprando percepção de solidez.

Serve para abrir CNPJ?

Sim, na maior parte dos municípios brasileiros, e é um uso extremamente comum. Mas depende de três coisas que precisam ser confirmadas caso a caso:

  1. O município precisa permitir o uso do endereço para a sua atividade. As regras de zoneamento e a emissão do alvará variam bastante entre cidades.
  2. O espaço precisa te dar a documentação. Contrato de prestação de serviço com o endereço, além do IPTU ou contrato de locação do imóvel, costumam ser exigidos pela Junta Comercial e pela prefeitura.
  3. A sua atividade não pode exigir espaço físico específico. Atividade que demanda instalações próprias, estoque ou atendimento presencial regular normalmente não é aceita.

Atividades de serviço, consultoria, tecnologia, marketing, representação comercial e profissionais liberais são as que mais usam esse modelo sem atrito.

Confirme com o seu contador antes de contratar. É uma consulta de dez minutos que evita ter que alterar o endereço da empresa depois, o que custa taxa e tempo.

Escritório virtual, coworking ou sala privativa

A escolha depende de quantos dias por mês você realmente precisa de um lugar:

Necessidade Melhor opção Custo mensal típico
Só endereço, trabalho de casa Escritório virtual R$ 70 a R$ 350
Até 4 dias por mês fora de casa Escritório virtual com day use R$ 200 a R$ 500
De 5 a 15 dias por mês Coworking com plano flexível R$ 350 a R$ 800
Todo dia, sozinho Coworking com estação fixa R$ 500 a R$ 1.200
Equipe de 3 ou mais, todo dia Sala privativa R$ 1.500 a R$ 5.000

O erro mais comum é comprar por cima. Muita gente contrata plano de coworking, usa três dias no primeiro mês, um no segundo, e cancela no terceiro achando que coworking não funciona. O que não funcionava era o pacote.

O caminho contrário funciona melhor: comece no escritório virtual, some day use quando precisar, e migre para plano quando o número de dias justificar. A conta é simples: se você está gastando mais em diárias do que custaria o plano, mude.

O que conferir antes de contratar

  • Visite o endereço. Ele vai estar no seu site e no seu cartão. Prédio malcuidado comunica exatamente o que você não quer comunicar.
  • Pergunte como a correspondência é avisada. Aviso por e-mail que ninguém lê é a origem de intimação perdida e boleto vencido.
  • Confirme o horário de retirada. Espaço que só entrega em horário comercial restrito é um problema recorrente.
  • Pergunte quantas empresas usam o mesmo endereço. Não há problema em compartilhar, mas endereço com milhares de empresas registradas às vezes chama atenção da Receita e de bancos na abertura de conta.
  • Cheque se há sala de reunião no próprio endereço. Receber cliente no endereço do seu cartão passa outra impressão do que remarcar para outro lugar.
  • Leia a cláusula de saída. Mudar endereço fiscal depois dá trabalho, então contrato com multa alta de rescisão pesa mais aqui do que em outros serviços.

Para o gestor de coworking: por que vender isso

Escritório virtual é a receita mais rentável de um espaço compartilhado, porque consome quase nenhuma área vendável. Ele ocupa um armário de correspondência e alguns minutos de recepção por semana.

E funciona como esteira de vendas: o cliente de endereço vira cliente de sala, e o de sala vira cliente de plano. É o degrau mais barato de entrada na sua base, com o menor risco percebido pelo cliente.

Se você está montando essa esteira, o passo seguinte é a conta de quanto cobrar pela sala que esse cliente vai usar, que está em como precificar sala de reunião no coworking, e a estrutura de captação, em como conseguir clientes para coworking.

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