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Como alugar sala de reunião por hora

Como alugar sala de reunião por hora
Foto de Benjamin Child no Unsplash

Alugar sala de reunião por hora deixou de ser coisa de grande empresa. Hoje é o caminho normal para quem trabalha de casa e precisa receber um cliente, para a equipe remota que se encontra uma vez por mês e para o profissional que não quer fazer uma reunião importante numa cafeteria barulhenta.

Este guia cobre o que você precisa saber antes de reservar: preço, o que está incluso, o que conferir e como escolher o tamanho.

Onde encontrar

Quatro tipos de lugar alugam sala por hora, e eles são bem diferentes entre si:

Tipo Preço relativo Melhor para
Coworking Médio Uso geral, boa relação entre preço e estrutura
Centro de escritórios virtuais Médio a alto Endereço de impacto, atendimento formal
Hotel Alto Evento com muita gente, alimentação inclusa
Espaço de eventos Variável Treinamento e grupos grandes

Para a maioria das reuniões de 2 a 12 pessoas, coworking é a opção com melhor custo-benefício, porque a sala é um produto secundário do espaço e não a receita principal dele.

Para achar, busque no Google Maps por sala de reunião mais o nome do bairro, e não só pelo nome da cidade. Você quer proximidade real, não a lista dos mais anunciados.

Quanto custa

Faixas praticadas no Brasil para sala de 4 a 6 lugares, por hora, para quem não é membro do espaço:

Praça Faixa comum
Capitais e regiões metropolitanas R$ 60 a R$ 120
Cidades médias R$ 40 a R$ 80
Cidades pequenas R$ 30 a R$ 60

Sala para 10 a 14 pessoas costuma custar entre 1,6 e 2,5 vezes o valor da sala pequena. Auditório é outro produto, geralmente vendido por turno.

Três coisas que mudam bastante o preço final:

  • Turno em vez de hora. Meio período costuma sair de 30% a 40% mais barato que a soma das horas avulsas. Se a reunião passa de 3 horas, sempre pergunte.
  • Horário. Muitos espaços cobram menos fora do pico, que é entre 10h e 16h.
  • Frequência. Uso recorrente quase sempre tem desconto, mesmo sem plano.

O que costuma estar incluso, e o que não

Incluso na maior parte dos espaços: wi-fi, mesa e cadeiras, quadro branco ou flip chart, água, e ar condicionado.

Nem sempre incluso, e vale confirmar antes:

  • TV ou projetor, e principalmente o cabo. Sala com TV sem adaptador USB-C ou HDMI é um problema comum e caro em minutos perdidos.
  • Café e serviço de copa. Muitas vezes é cobrado à parte, por pessoa.
  • Recepção do visitante. Alguém que receba e encaminhe o seu convidado faz diferença grande quando a reunião é comercial.
  • Estacionamento. É o item que mais gera surpresa desagradável, sobretudo em região central.
  • Impressão. Costuma ser cobrada por página.

Checklist antes de fechar

Para uma reunião comum, cinco perguntas bastam:

  1. Cabem quantas pessoas confortavelmente, e não no limite?
  2. Tem TV ou projetor, e qual cabo eu preciso levar?
  3. Tem estacionamento, e é gratuito?
  4. Qual a política de cancelamento e até quando dá para cancelar sem custo?
  5. Como funciona se a reunião passar do horário?

Se a reunião for importante, some mais três:

  1. Visite antes, ou peça foto real da sala, não a foto do site. Ângulo de fotografia esconde sala apertada.
  2. Pergunte o que tem do lado. Sala colada na copa ou na área de convivência vaza barulho, o que estraga videoconferência.
  3. Teste a internet. Se for chamada de vídeo com muita gente, peça para fazer um teste rápido na chegada, com 15 minutos de folga.

Escolhendo o tamanho certo

O erro mais comum é reservar pelo número exato de participantes. Regra prática: reserve para duas pessoas a mais do que vão participar.

Motivos: cadeira encostada na parede não é lugar utilizável, alguém sempre leva um acompanhante, e sala apertada com ar condicionado no limite deixa a reunião desconfortável em uma hora.

Referência de área por pessoa:

Formato m² por pessoa
Reunião ao redor da mesa 2,0 a 2,5
Treinamento em formato de escola 1,8 a 2,2
Plateia 1,0 a 1,4

Uma sala de 18 m² comporta bem 6 pessoas em reunião, não 10.

Por hora, por turno ou por dia

  • Até 2 horas: por hora, sem dúvida.
  • De 3 a 5 horas: peça o preço do turno, quase sempre compensa.
  • Dia inteiro, ou dois dias seguidos: negocie diária, e peça para incluir café. Espaço prefere vender o dia cheio a vender picado.

Se você vai usar a sala mais de três vezes por mês, pergunte por um plano com créditos. Costuma sair mais barato que o avulso e garante disponibilidade nos horários bons, que somem primeiro.

Reserve com antecedência certa

Terça, quarta e quinta entre 9h e 11h são os horários mais disputados em qualquer coworking do país. Se a sua reunião cai aí, reserve com pelo menos 3 dias.

Fora desses horários, 24 horas costumam bastar. Muitos espaços aceitam reserva no mesmo dia, e é justamente onde você encontra as melhores condições, porque hora vaga não volta.

Erros que custam caro

  • Chegar em cima da hora. Reserve considerando 10 minutos de chegada. Se a sua reserva começa às 14h, a sala normalmente é liberada às 14h, não antes.
  • Não perguntar sobre o excedente. Passar do horário costuma ser cobrado, e às vezes por hora cheia.
  • Escolher pelo preço mais baixo sem ver. Sala barata em prédio sem estacionamento e com internet ruim custa caro no dia.
  • Esquecer de confirmar. Confirme na véspera. Reserva não confirmada é a maior causa de mal-entendido em espaço que ainda controla agenda manualmente.

Se você gerencia um espaço e chegou aqui pelo outro lado do balcão, a conta de quanto cobrar por essa hora está em como precificar sala de reunião no coworking.

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